08
maio
Entrevista da Hayley Williams para RedEye

01

Esta semana o portal da RedEye postou uma entrevista que foi feita com Hayley Williams por telefone. Como não pode faltar, eles falam sobre a polêmica da saída dos irmãos Farro, mas Hayley mostra que a banda está superando isso com o novo álbum e que estão seguindo em frente e como os interludes ajudaram para quebrar o bloqueio na hora de escrever novas canções.
Leia toda a entrevista traduzida:

redeye-hayley-williams-paramore-interview-2013-001

A primeira vez que a banda de Pop Rock do Tennessee começou uma tour, foi em Beat Kitchen em 2006. Sete anos depois, a banda vai tocar no enorme teatro de Chicago na quinta-feira para sua primeira tour nos EUA desde 2010. Paramore antes e Paramore agora, a vocalista Hayley Williams diz, são como dia e noite.

“Eu não quero que isso soe como se eu sempre falasse mal de como nós éramos antes, mas eu definitivamente sinto como se fossemos uma nova banda agora.” diz Williams, 24 anos. Os dois membros fundadores do Paramore, os irmãos Josh e Zac Farro, sairam há mais ou menos um ano e meio depois do disco “Brand New Eyes”.

“Agora quando nós estamos nos divertindo, nós somos apenas amigos”, Williams diz. “Nós realmente somos amigos e sabemos a diferença entre trabalhar juntos, enquanto antes eu penso que nós deixamos o trabalho tomar conta da nossa amizade e nós não éramos bons amigos… Isso realmente é saudável.”

A prova está nos fatos que o novo álbum auto-intitulado do Paramore (o qual ficou em primeiro lugar), sempre foca em seguir em frente, comparado com a descrença do disco anterior que nem existe mais na banda. Por telefone, de Los Angeles, antes de se apresentar no programa Jimmy Kimmel Live!, Williams falou sobre como um ukulele pode mudar uma atitude, quando ela se sentiu pronta para por o passado para trás junto com seus colegas do sexo masculino para abrir espaço para um carinho pelas Spice Girls.

RedEye: Eu sei que os interludes que você canta com um ukulele foram importantes partes para o novo álbum, ajudando vocês com o bloqueio para escrever músicas e sentir que as músicas estão soando tão amargas ou raivosas. Porque um ukulele faz isso acontecer? Porque ele deixa qualquer um no clima?
Hayley: [Risos] Yeah, eu acho que isso realmente é simples. Nós precisávamos daqueles interludes para nos ajudar a passar por tudo… nós tivemos esse bloqueio pelas duas ou três últimas semanas, e isso era super drepessivo. Existe alguma coisa sobre o ukulele que é feliz, e isso tirou a pressão de nós para escrever músicas sérias ou músicas de rock ou seja lá o que nós pensávamos que precisávamos fazer naquele momento… Nós estávamos prontos para olhar para nossas vidas no momento com mais senso de humor e ser sarcástico sobre as coisas que nós não gostávamos e ficar empolgado e rir sobre as coisas que nós amamos.RedEye: Como uma música sobre raiva soaria no ukulele?
Hayley: [Risos] Eu não sei, mas eu estou disposta a tentar. [Risos] Muitas pessoas parecem pensar mal dos interludes — nós viemos fazendo tantas entrevistas sobre o álbum que as pessoas levam os interludes como algo raivoso, vigantivo. E nós nunca pensamos assim. Nós estávamos apenas nos divertindo e tentando mudar as coisas e ter um bom tempo e ouvir qualquer tipo de música que nós pudéssemos ouvir. No futuro, se nós quisermos voltar pro rock mais pesado, para as músicas de raiva do Paramore, talvez nós tentemos uma versão no ukulele.

RedEye: Em “Future” você canta, “I’m writing the future, we don’t talk about the past”, e em um interlude tu canta “I’m not angry anymore, well sometimes I am”. Como você sabe que lidou o suficiente com o passo para se sentir capaz de seguir em frente?
Hayley: Bem, eu sei que há algo realmente perigoso sobre negar a si mesmo ao lidar com o passado e flutuando rapidamente por sobre ele. E nós tentamos fazer isso; não vou mentir. No começo do processo de escrita, nós escrevemos uma música chamada “Proof” que foi uma das primeiras demos que nós gravamos na casa do Taylor.
Nós estávamos tipo, “Isso é apenas uma canção de amor. É apenas sobre comprometimento a longas distâncias” Então eu pensei, “Hm, bem, se nós vamos continuar escrevendo músicas como essa, nós não teremos que falar sobre nada que passamos como pessoas ou banda nos últimos dois anos.”
Eu acho que é onde muitos bloqueios começam, isso foi negar a mim mesma o direito de sentir muita dor e a luta que eu estava sentindo no momento. Eu acho que isso veio. Um pouco das coisas daquele passado estão em muitas das músicas. Não do jeito que nós pensamos. Não do jeito que eu me sinto envergonhada. O último álbum que nós lançamos era todo sobre nossa banda, e eu estava com muita raiva e muito amargurada, e eu sinto como tivéssemos tratado o nosso passado nesse novo álbum de uma forma que não era amarga. E eu não me sinto como se nós fossemos mais tão raivosos sobre isso. Eu acho que nós simplesmente estamos lidando com isso. E uma vez que nós nos enchemos disso, nós seguimos em frente. E agora nós realmente estamos prontos para continuar seguindo em frente.

RedEye: Desde que o último disco que você escreveu muitas coisas sobre a vida da banda, e esse agora é sobre seguir em frente, o quanto você pensou sobre “Ah, não, o que eu vou ter que falar na próxima?
Hayley: [Risos.] Eu sempre penso assim, mesmo antes de chegarmos a escrever os discos. Depois do Riot! estar pronto, eu estava tipo, “Ai, meu Deus! Nós provamos o nosso primeiro gosto do successo; o que eu vou dizer quando qualquer um for se importar sobre isso?” Eu não quero que as pessoas pensem que só porque nossa banda está em um bom lugar ou porque nós estamos tocando em shows lotados ou porque alguma está acontecendo para nós que nós não somos mais humanos ou não temos vidas.

RedEye: Você diz que está cercada por guris o tempo todo. Qual o efeito disso, e como seria diferente com mais mulheres?
Hayley: Por esse ponto, é muito normal pra mim. É meio como ter irmãos e crescer em uma casa cheia de guris. Eu estou acostumada com isso. Mas ao mesmo tempo, eu trato muito melhor minhas relações femininas e amizades como eu nunca fiz antes. Porque eu me liguei o quão diferente a dinamica é quando eu estou cercada por mulheres que são fortes e inspiradoras para mim… Isso sempre é ótimo ter aqueles intervalos (e tempo) com todas as minhas gurias. Isso é simples e é um clichê, mas mulhers realmente entendem umas as outras e são conectadas num nível que os guris não podem entender.

RedEye: E quando você está cercada pelos garotos e você fala para eles que se tornou, novamente, obcecada com o filme das Spice Girls, eles realmente podem gostar disso?
Hayley: [Risos] Yeah, eu acho. Eu acho que sou sortuda porque todos os guris na minha vida são muito legais sobre as minhas obsessões estranhas.

RedEye: Então, vocês todos assitem “Spice World” juntos?
Hayley: Nós com certeza vamos ver no ônibus nesta tour! [Risos]