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jul
“Estamos começando de novo”, diz Hayley Williams sobre mudanças no Paramore.

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Em entrevista para o Rolling Stone Brasil, Hayley fala sobre como foi difícil organizar os próximos passos depois da saída dos irmãos Farro, as mudanças para o novo álbum e o recomeço.

Banda renova identidade no primeiro disco sem a presença dos irmãos Josh e Zac Farro.

Quando os irmãos Josh e Zac Farro anunciaram que sairiam do Paramore, o futuro da banda ficou em xeque. Principalmente quando o novo disco do grupo, prometido para 2011, não chegou naquele ano, nem no ano seguinte. Foi apenas abril de 2013 que os fãs ficaram aliviados comParamore, um disco que parece apontar os caminhos sonoros escolhidos pelo agora trio, capitaneado pela estrela Hayley Williams e completado pelo baixista Jeremy Davis (também integrante original) e o guitarrista Taylor York. “Passamos muitos meses doloridos na estrada. Mas percebemos que precisávamos de uma pausa para juntar as coisas e trabalhar devidamente”, afirma a vocalista, por e-mail, garantindo em nenhum momento ter pensado em parar com a banda.

“Depois que os irmãos resolveram sair, demorou um tempo para que ajeitássemos as coisas para fazer um disco novo. Acho que nunca pensamos em parar com o Paramore, mas definitivamente tínhamos dúvida se iria funcionar. Estávamos apreensivos com as mudanças”, confessa Jeremy Davis, por telefone, em sintonia com o discurso de Hayley. “Parece que estamos começando a banda de novo, e posso dizer honestamente que nós três somos ainda melhores amigos agora do que anos atrás. Tivemos que mudar a forma como fazíamos as coisas”, completa o baixista.

É inegável que o novo disco seja um recomeço para a banda – a sonoridade está diferente e tem menos da rebeldia ingênua e juvenil dos três primeiros álbuns. “Queremos ter um impacto positivo na vida das pessoas que escutarem nossa música, e isso é algo que acho que tive muitas chances de fazer no passado, mas talvez tenha falhado”, analisa Hayley, responsável pela composição de todas as faixas ao lado de Taylor York. Ela também reforça a importância do produtor Justin Meldal-Johnsen. “Foi ele quem nos incentivou a tentar novos instrumentos, ouvir novos estilos e escrever novas canções”, conta Hayley, que revela novas influências como Lemuria, Haim, Kitten, What’s Eating Gilbert e Twenty One Pilots. “Quando encontramo Justin, dissemos: ‘Não sabemos como queremos soar, mas tem que ser novo e, principalmente, alegre’. E acho que é a primeira vez que conseguimos isso”, lembra Davis. “Passamos centenas de horas neste disco experimentando tudo, tentando coisas novas, e basicamente fazendo coisas que não eram normais para nós. É um som diferente, acho que dá para perceber.”

A mudança também ajudou a banda a fugir de estigmas aos quais estiveram presos desde que começaram a fazer sucesso, há pouco menos de dez anos. “Por muito tempo estivemos nesta categoria de bandas como Panic! At the Disco, Fall Out Boy e coisas assim, e sempre tentamos ficar longe disso”, diz Davis. “Mas não conseguíamos porque era simplesmente o tipo de música que fazíamos. Então, é bom evoluir e tentar outros estilos. Era este o nosso objetivo.” O baixista também explica que exatamente por isso resolveram batizar o álbum com o nome da banda: “Este álbum é uma explicação perfeita do que nossa a banda é”.

Mas o Paramore sempre foi, pelo menos nos três primeiros discos, uma banda teen. A procura por uma sonoridade mais madura não poderia causar alguma interferência nessa área? “Bom, esperávamos conquistar novos fãs com este álbum. Enquanto estávamos no estúdio, pensávamos a que tipo de público gostaríamos de chegar. É óbvio que não queremos perder nossos fãs fiéis. Então, é difícil encontrar um meio-termo”, responde Hayley. E a banda não espera encontrar no Brasil nada muito diferente daquilo que viu na última passagem por aqui, em 2011, como avisa Jeremy Davis: “Estou ansioso para ouvir os fãs brasileiros cantarem nossas músicas novas bem alto, como sempre fazem”.

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