25
jun
O que é mais maneiro do que ser maneiro? Hayley responde no LiveJournal

Ontem (24/06) Hayley postou no LiveJournal da banda. Ao decorrer da publicação, Williams fala sobre autoconfiança, espontaneidade, bullying e mensagem que o Paramore quer demonstrar e ajudar aos fãs. E ainda significado do vídeo e música de Anklebiters.

O que é mais maneiro do que ser maneiro?
….. ser você mesmo. Isso sim.
Eu estava pensando outro dia… Olhando para blogs aleatórios, sites de modas, revistas online… e eu fiquei triste. Principalmente porque eu sinto que muitas das diferentes subculturas que existem hoje, existem porque em algum ponto houve alguém que sentiu que não se encaixava. (Continue comigo). Eles tinham um movimento próprio para que viver. E então o fizeram e talvez em algum momento mais tarde, isso pegou, ou alguém mais sentiu como se pudesse lutar por aquelas mesmas coisas. Talvez não fosse nem mesmo uma “luta”, talvez fosse apenas um modo de vida. Marchar na batida da própria bateria. Minha vó sempre disse pras minhas irmãs e eu desde pequenas… “Vocês meninas somente marcham num ritmo diferente”. Eu nunca entendi na época e honestamente, eu estou feliz que não porque quando eu era mais jovem eu não via sentido em apontar a diferença das pessoas. Era só um modo de viver. Ainda  é, eu acho. Ou pelo menos, eu espero.

Apesar disso, eu entendo e vejo em outras pessoas agora… principalmente em jovens. Minhas irmãs, com certeza. Mas em vários de nossos fãs, também. De novo, principalmente em pessoas mais jovens. Porque quando somos somente jovens o bastante, nós ainda não somos desgastados ou incomodados pelo o que é mais “legal”. Nós não estamos muito preocupados em nos encaixar em um dos pequenos nichos da sociedade ou sub-gênero de seres humanos. Então nós fazemos aquilo que nos vem naturalmente. Engraçado como há uma parte inteira da nossa cultura completamente obcecada com beleza e juventude – ainda que, o ingrediente mais essencial para a  juventude é aquela página em branco, não julgadora, curiosidade de olhos abertos. Você não pode comprar nada daquilo.

Em todo caso, eu fiquei triste porque dentro dessas subculturas e uma inteiramente nova raça de “garotos tão legais”… há possivelmente algumas pessoas que em algum ponto, não se encaixavam, não eram “normais”, e provavelmente precisavam de algum lugar para ir e sentir que podiam se expressar por completo. Eu vejo em todo lugar. Esses são o nerd do colegial que sofriam bullying todo dia,  e então entraram em uma banda e agora transformaram o seu antigo status de perdedor em um troféu de pretensão  com o qual nos bater na cabeça. Esses meninos e meninas que não seriam pegos mortos em um simples velho shopping aonde eles uma vez provavelmente foram ridicularizados pelo que estavam usando… mas agora estão usando marcas únicas como UNIF ou Lazy Oaf (as quais, para ser bem clara, eu amo) e chamando todo mundo de “básico”. Eu estou apenas dizendo, porque esse ciclo não termina com as pessoas que deviam ter aprendido a sua lição? Porque aqueles que uma vez foram considerados esquisitões e aberrações criando uma nova geração de pessoas mais confiantes da sua individualidade? Porque que parece que alguns dos estranhos encontraram seu pedaço de sucesso e agora olham torto para as pessoas que não pensam, tem, ou se vestem como eles? É como veteranos que constantemente infernizam os novatos como se eles mesmos não tivessem sido novatos 3 anos antes. Eu não era a pessoa mais popular da escola. E mesmo quando eu tinha amigos, eu ainda me sentia um pouco estranha. Eu não me sinto ameaçada por isso… É algo com o qual eu espero encorajar outras pessoas. Isso é uma enorme parte da mensagem por trás do Paramore. Levantar as pessoas que se sentem envergonhadas de serem diferentes. Dizer para elas que isso provavelmente é a coisa mais legal sobre elas.
Nesse exato momento, aos 24 anos, sentada aqui vestindo moletons e parecendo/me sentindo extremamente desastrosa (ei, eu tenho meus direitos)… Eu tenho que dizer, eu estou realmente orgulhosa de que quando criança eu nunca senti como se me encaixasse na turma dos populares. E como adulta. eu não sinto como se me encaixasse na turma dos perdedores hipócritas. Honestamente, é bom estar numa busca real para ser eu mesma todo dia. Não importa o que. Não importa se eu estou em Silverlake, CA – terra dos narizes empinados – ou de volta em casa em Nashville. Não importa se nós estamos em um tapete vermelho. Eu acho que eu não podia me importar menos. Eu não estou dizendo que é sempre fácil, mas sempre vale a pena continuar leal a você mesmo.
Se alguma coisa, isso pode ser um aviso tipo De Volta para o Futuro, para qualquer um que se importe o bastante com esse post, que o Ensino Médio acaba, mas nunca realmente termina. Ainda vão existir pessoas ao redor que tentam apontar para você e rir. Que pensam que você não está em algum tipo de montanha, como eles. Que sentem que o seu trabalho, seus sapatos, seu dinheiro e seu namorado ou sua namorada, seu estilo de vida… está em algum nível que você nunca sequer ouviu falar. A verdade é que ninguém poderia viver a sua vida. Nenhuma outra pessoa – homem ou mulher – poderia acordar e por os seus sapatos pela manhã. Nenhuma outra pessoa teria sucesso. Então possua isso. Maneiro é uma mentira. Maneiro não importa e nunca vai importar. Mera percepção.
Concluindo, você é o portador da própria tocha. Não deixe ninguém roubar a sua luz. Use o que você quiser. Pense o que você quiser. Desafie o normal. E sim, até desafie o que é “maneiro”.
Concluindo totalmente… Nós estamos realmente animados em estar postando o vídeo para “Anklebiters” em alguns dias. Esse não é o lançamento oficial de single, é só um vídeo nós quisemos fazer por causa do que a música passou a significar para a nossa banda. Obrigado a todas as pessoas que subiram ao palco conosco na última turnê e meia e cantaram conosco. Essa música é o nosso meio de contribuir para a arte do amor-próprio e auto-aceitação, não importa as circunstâncias.
Nós amamos vocês e nós amamos ainda mais quando vocês são vocês mesmos.
xxxxx h